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faíscas da mente

MONICA GOMES

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MONICA GOMES

O meu amor pela fotografia

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Aos 16 anos a fotografia tomou conta de mim. Assim, sem aviso nem porquê. E até hoje não consigo explicar o que aconteceu, nem de onde veio essa paixão.

Só sei que, de repente, dei por mim a querer saber mais mas, para além disso, também fiquei apaixonada pelo próprio material fotográfico. As câmeras passaram a ser a minha loucura.

E o que é que eu queria? Imediatamente comprar uma. Se o fiz? Não. Conhecia-me demasiado bem e pensei: "espera mais algum tempo, vai-te informando, vai vendo coisas e se depois perceberes, realmente, que isto é para valer, então aí compras a máquina." E assim foi. Nos dois anos seguintes vi vídeos e mais vídeos, informei-me até à exaustão (pelo meio lá ia fazendo umas fotografias com uma compacta que alguém gentilmente me cedia), mas ao fim desse tempo, e visto que tinha juntado algum dinheiro, percebi que aquilo era a sério, que, apesar de saber que não é o material que faz o fotógrafo, precisava de algo semi-profissional, e que me levasse, ao mesmo tempo, a explorar outras coisas e a desenvolver outras capacidades que um telemóvel ou uma compacta não me permitiam desenvolver.

Ainda antes do natal desse ano lá fui à loja e comprei a minha Canon 700D, a minha companheira de todas as horas.

Agora é incrível olhar para trás e ver aquilo que já aprendi ao longo destes anos, mas que ainda tenho a aprender tanto mais. Nunca pára. Há sempre alguma coisa nova.

Mas o amor tornou-se de tal forma grande que, a uma certa altura, e até bem recentemente digamos, se tornou numa obsessão. Numa obsessão porque acreditava mesmo que podia viver da fotografia, porque fui tentando várias abordagens e nada resultou. Se tentei tudo? Talvez sim, talvez não. Se tive as atitudes que devia ter de quem realmente quer viver disso? Se calhar não. Mas se calhar também não era, nem é para mim.

E depois seguiu-se o momento em que precisei de parar. Tive de parar de fotografar, de pegar na câmera, porque já não o fazia por gosto. Já não sentia o êxtase como de ínicio. E foi a primeira vez em tanto tempo que deixava a minha "parceira" de lado.

Ao fim de algum tempo, voltei para ela, e ela para mim. Voltei a querer captar todos os momentos diante de mim, todos os momentos que queria guardar para sempre, ali, naquela fração de segundo. Porque nunca nada será igual àquilo, é um momento único e que não se repete. E voltei a fotografar porque simplesmente me fazia feliz. Porque me faz feliz.

Eu não sei se algum dia me tornarei "fotógrafa profissional", acho que já nem se quer penso nisso. O que eu sei, e que aprendi, é que, às vezes, por mais difícil que seja, é preciso aceitarmos que certas coisas, de determinada forma, podem não ser para nós. E agora vocês podem dizer: "Mas isso não existe. Quando a pessoa quer mesmo, faz os possíveis e os impossíveis para ter essa realização". Também pode ser verdade. Mas a verdade é, igualmente, que a vida não é linear, o que é de uma forma para uns não é para outros.

O que eu sei, efetivamente, é que a fotografia entrou de rompante na minha vida e nunca mais vai sair, mesmo que seja como um simples hobby. Porque eu não quero que saía, não deixo. Porque está gravada em mim até ao fim.

 

 

Mais uma vez, obrigada a quem tirou um pouco do seu tempo para me ouvir.

Se quiserem dar uma olhadela por algumas das minhas fotografias podem fazê-lo através do instagram ou site:

@monicagomes_____

moniicagomes.wixsite.com/portfolio

 

Até já :)

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